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quinta-feira, 10 de outubro de 2013


AS CRIANÇAS


Comemora-se em outubro o Dia das Crianças.
Deus em sua infinita sabedoria abençoa-nos com estes seres frágeis e dependentes para serem cuidados e educados. Grande missão a nós confiada pelo Criador, Ele acredita em nosso intrínseco potencial amoroso já que um de seus atributos  é o Amor e nos fez a sua imagem e semelhança.
As crianças são nossos afetos e desafetos das encarnações passadas numa nova oportunidade de relacionamento e de aprendizado. Elas são receptivas aos ensinamentos dados pelas experiências da vida e pelos exemplos proporcionados pelos adultos.
A lei do progresso se faz presente na vida de todos os seres, incitando-os a evoluir, lenta, mas, inexoravelmente.
O ser humano tem por meta evolutiva desenvolver a sabedoria e o amor na sua expressão mais elevada. Modificamos, com nosso progresso, nossa maneira de pensar, sentir e agir. O objetivo da vida é proporcionar oportunidades de afloramentos dos potenciais divinos que as criaturas têm.
 Ensinamos às crianças a amar a Deus, a si mesmas e ao próximo quando vivenciamos e portanto, exemplificamos, o respeito mútuo, a liberdade de ser,  a fé no Criador, a fraternidade universal, o senso de justiça, a paciência, a tolerância e , principalmente, a caridade.
Que possamos nos conscientizar  da importância de nos conhecermos cada vez mais para usufruirmos melhor do nosso potencial divino e dar o melhor de nós, principalmente aos seres indefesos que Deus coloca em nossos braços.
Com a finalidade de salientar a importância do nosso comportamento na educação infantil vamos meditar nos ensinamentos  que o texto,  de autor desconhecido, nos coloca:

As crianças aprendem aquilo que vivem.

Se uma criança vive criticada...aprende a condenar.
Se uma criança vive com maus tratos...aprende a brigar.
Se uma criança vive humilhada...aprende a se sentir culpada.
Se uma criança é estimulada...aprende a confiar.
Se uma criança é valorizada...aprende a valorizar.
Se uma criança vive no equilíbrio...aprende a ser justa.
Se uma criança vive em segurança...aprende a ter fé.
Se uma criança é bem aceita...aprende a respeitar.
Se uma criança vive na amizade...aprende a ser amiga.

Aprende a encontrar a paz no mundo.

por Vera Nuzzi

domingo, 6 de outubro de 2013




PRIMAVERA

Em homenagem a nova estação do ano que se inicia transcrevo um poema do livro Cartilha da Natureza – A Criação, psicografada pelo espírito Casemiro de Abreu, pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier.
                               
                                 O BOTÃO

Na extrema delicadeza                                     Precisa tempo, entretanto,
Da verdura perfumosa,                                     Na sombra e na claridade,
Destaca-se pequenino                                      Requerendo orvalho e sol,
O tenro botão de rosa.                                     Noites, chuva, tempestade.
                                     
Não há sinal de corola,                                     Por crescer pede cuidado
Vê-se apenas que começa                                Nos inícios da existência,
A surgir a flor divina                                         Mas, morrerá com certeza
Num cálice de promessa.                                  A golpes de violência.

E às vezes nas alegrias                                     Assim, também, quase sempre,
De doce festividade,                                        A muita crença em botão
Espera-se pela rosa                                         Tentamos impor, à força,
No caminho da ansiedade.                               A nossa compreensão.
  
Deseja-se a flor robusta                                  Toda crença é patrimônio
Com que se adorne a beleza,                          Que não surge improvisado;
Mas não há lei que perturbe                            É a rosa da experiência,
Os passos da Natureza.                                  Em terras do aprendizado.

É certo que toda rosa,                                    Se tua alma vive em festa,
Como jóia de paisagem,                                 Na fé que pratica o bem,
Nunca pode prescindir                                   Ajuda, coopera e passa...
Do zelo da jardinagem.                                  Não busques torcer ninguém.


por Vera Nuzzi

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Biografia Espírita






Gabriel Delanne – Um Pesquisador Incansável


Virada de século, virada de milênio, ótima oportunidade para refletir e analisar as diversas contribuições feitas no século XX ao Espiritismo e as chamadas ciências do espírito. Gabriel Delanne (juntamente a Leon Denis) marca a transição do Espiritismo do século XIX, influenciado pela presença de Kardec, para o Espiritismo do início do século XX, buscando sua afirmação científica, tentando empolgar os homens de ciência da época.

Nascido em Paris, no dia 23 de março de 1857 – no mesmo ano da publicação de "O Livro dos Espíritos" – Delanne foi (juntamente com Leon Denis) o discípulo mais próximo de Alan Kardec.

Além disso, foi provavelmente a 1a grande personagem espírita nascida em uma família espírita. Apenas para recordar, Allan Kardec toma conhecimento dos fenômenos espíritas aos 50 anos e Leon Denis era adolescente quando ouviu falar pela 1a vez do Espiritismo.

Gabriel Delanne nasceu em família espírita, seu pai Alexandre Delanne acompanhou de perto os trabalhos de Allan Kardec tendo formado um pequeno grupo familiar de estudos espíritas tendo como médium escrevente sua esposa (e mão de Gabriel) Alexandrine Delanne.

Portanto desde criança Gabriel Delanne estava familiarizado com o vocabulário espiritista e assistiu desde muito pequeno a numerosas sessões espíritas. Delanne, inclusive, travou contato com o mestre Kardec na sua infância – Kardec faleceu quando Delanne tinha 12 anos de idade.

Uma vida atribulada e sofrida

Gabriel Delanne iniciou seus estudos no colégio Cluny (em Saone-et-Loire), depois no colégio de Grau (em Haute-Soane) e aos 19 anos ingressou na Escola Central das Artes e Manufatura. Como a situação financeira de seus pais não permitiu a conclusão de seus estudos começou a trabalhar na Companhia de Ar Comprimido e de Eletricidade Popp onde esteve até 1892, dividindo seu tempo entre seu trabalho e sua dedicação ao Espiritismo.

Delanne não gozava de boa saúde. De menino tinha um abscesso no olho esquerdo – pelo qual foi isento do serviço militar – o qual resultou numa infecção que iria progressivamente prejudicar sua visão. No curso dos anos seu estado de saúde foi se agravando. Em 1906 a paralisia dos membros inferiores obrigava-o a andar com duas bengalas. Nem por isso abandonou as conferências na França e no exterior, sempre divulgando as idéias espíritas. No período da 1a guerra (1914/18) a saúde de Delanne piorou ainda mais. Cada movimento era um grande sofrimento e ainda por cima ficou cego. Em 1918 já não conseguia mais andar sendo necessário o uso de cadeira de rodas. Não obstante todo esse sofrimento físico continuou produzindo incessantemente, retirado na vila de Montmorency onde Jean Myer lhe havia dado asilo.

Sua morte se deu em 15 de fevereiro de 1926, aos 69 anos de idade. Sua sepultura se encontra no famoso cemitério parisiense de Pere Lachaise.
Contribuições ao Espiritismo

Como já dito Gabriel Delanne marcou a transição e a continuação da obra de Kardec. Defensor ferrenho do caráter cientifico da Doutrina Espírita dedicou a maior parte de seus esforços na luta por consolidar o Espiritismo como uma ciência estabelecida e complementar às outras. Foi presidente da União Espírita Francesa, presidente da Sociedade de Estudos dos Fenômenos Psíquicos, fundador e diretor da Revista Cientifica e Moral de Espiritismo. Escritor de grande talento dentre suas principais obras destacam-se:
O Espiritismo Perante a Ciência,          O Fenômeno Espírita,          A Evolução Anímica,
          
A Reencarnação,          A Alma é Imortal,          Katie King,          As Materializações da Vila Carmen
Marcam suas obras a defesa ferrenha dos conceitos espíritas e o combate ao materialismo. Utilizando o método racional empregado na época, faz uso de casos e observações para comprovar suas hipóteses.

Apesar de aceitar a revelação dos espíritos, sempre procurou a comprovação através dos fatos.
No meu entender sua maior contribuição ao Espiritismo foi a tese do Perispírito.

Se o conceito do Perispírito havia sido introduzido por Allan Kardec, foi Delanne quem o definiu, estudou e atribuiu diversas funções na economia corporal e espiritual.

Vitalista atribui ao perispírito a resposta às questões pendentes de sua época:
Como explicar a vida?
Por que se morre?
Como a estabilidade orgânica é mantida frente a renovação celular constante?
Como explicar a ação inteligente da alma sobre o corpo?
Onde se localiza a memória?
Como se dá a evolução anímica?
Para todas essas questões Delanne ofereceu como resposta a existência do Perispírito, suas características e funções.

Além disso, desenvolveu brilhante explicação acerca dos fenômenos espíritas, novamente utilizando o Perispírito como peça central, sempre ressaltando que o Espiritismo não tinha nada de sobrenatural e se calcava em bases naturais, ou seja, na existência desse corpo físico, porém etéreo, ponte entre a alma e o corpo físico.

Introduziu também com muita força a noção do fluido vital. Finalmente atribuiu ao Perispírito a sede da memória, estabelecendo assim uma ligação entre a reencarnação e a evolução anímica.

De certa forma todo o desenvolvimento científico tentado por diversos autores espíritas, como André Luiz e Hernani G. Andrade, baseiam-se nos postulados de Delanne. É mister admitir que o progresso da ciência demonstrou que várias hipóteses de Delanne estão incorretas, porem é notável o esforço feito por ele para colocar o Espiritismo par a par com a ciência, não só pelo método empregado, mas pela busca constante de fatos que comprovem suas proposições.

A leitura de suas obras mostra um Delanne apaixonado, convencido da força das idéias espíritas e mais que tudo consciente do impacto moral das mesmas, como nos atesta o seguinte trecho da conclusão de sua obra "A Evolução Anímica" (Delanne, Gabriel – 6a Edição; Ed. FEB – pág. 252):

“Com a certeza das vidas sucessivas e da responsabilidade dos nossos atos, muitos problemas revelar-se-ão sob novos prismas”. As lutas sociais, que atingem, nesta nossa época, um caráter de aguda aspereza, poderão ser suavizadas pela convicção de não ser a existência planetária mais que um momento transitório no curso de uma eterna evolução.

Com menos orgulho nas camadas altas e menos inveja nas baixas, surgirá uma solidariedade efetiva, em contacto com estas doutrinas consoladoras, e talvez possamos ver desaparecer da face da Terra às lutas fratricidas, ineptos frutos da ignorância, a se dissiparem diante dos ensinamentos de amor e fraternidade, que são a coroa radiosa do Espiritismo.”.

Por toda sua dedicação a idéia espírita, na defesa do aspecto científico do Espiritismo e por seu humanismo Gabriel Delanne merece lugar de destaque entre os pensadores que contribuíram para a evolução da idéia espírita no século XX.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013



A Importância da palestra espírita

Por Claudio Palermo


É muito bom chegarmos na casa espírita e assistirmos uma boa palestra .

A palestra é o instrumento que a Espiritualidade utiliza para nos auxiliar e serve para refletirmos sobre nossa postura na atual encarnação.

Ouvindo um expositor podemos enxergar situações que até então nem imaginávamos, é o grande Despertar da Consciência.

Enquanto estamos ali sentados e acompanhando a palestra os Mentores estão aplicando boas energias em nós, “puxam” algo na nossa mente que pode fazer com que reflitamos e tenhamos coragem ao sair da casa espírita de aplicar no cotidiano.

É uma ferramenta fantástica, leve, sutil, que alerta, conscientiza e acima de tudo deixa as respostas e atitudes nas nossas mãos, basta vontade de mudar.

A Palestra espírita informa, esclarece, consola e desperta para a grande responsabilidade: que somos agentes do nosso destino e isto nos tira da zona de conforto.

As palestras do CEJA acontecem:

Terças / Quintas – 20hs

Domingos – 19hs

Quartas – 15hs