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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Biografia Espírita






Gabriel Delanne – Um Pesquisador Incansável


Virada de século, virada de milênio, ótima oportunidade para refletir e analisar as diversas contribuições feitas no século XX ao Espiritismo e as chamadas ciências do espírito. Gabriel Delanne (juntamente a Leon Denis) marca a transição do Espiritismo do século XIX, influenciado pela presença de Kardec, para o Espiritismo do início do século XX, buscando sua afirmação científica, tentando empolgar os homens de ciência da época.

Nascido em Paris, no dia 23 de março de 1857 – no mesmo ano da publicação de "O Livro dos Espíritos" – Delanne foi (juntamente com Leon Denis) o discípulo mais próximo de Alan Kardec.

Além disso, foi provavelmente a 1a grande personagem espírita nascida em uma família espírita. Apenas para recordar, Allan Kardec toma conhecimento dos fenômenos espíritas aos 50 anos e Leon Denis era adolescente quando ouviu falar pela 1a vez do Espiritismo.

Gabriel Delanne nasceu em família espírita, seu pai Alexandre Delanne acompanhou de perto os trabalhos de Allan Kardec tendo formado um pequeno grupo familiar de estudos espíritas tendo como médium escrevente sua esposa (e mão de Gabriel) Alexandrine Delanne.

Portanto desde criança Gabriel Delanne estava familiarizado com o vocabulário espiritista e assistiu desde muito pequeno a numerosas sessões espíritas. Delanne, inclusive, travou contato com o mestre Kardec na sua infância – Kardec faleceu quando Delanne tinha 12 anos de idade.

Uma vida atribulada e sofrida

Gabriel Delanne iniciou seus estudos no colégio Cluny (em Saone-et-Loire), depois no colégio de Grau (em Haute-Soane) e aos 19 anos ingressou na Escola Central das Artes e Manufatura. Como a situação financeira de seus pais não permitiu a conclusão de seus estudos começou a trabalhar na Companhia de Ar Comprimido e de Eletricidade Popp onde esteve até 1892, dividindo seu tempo entre seu trabalho e sua dedicação ao Espiritismo.

Delanne não gozava de boa saúde. De menino tinha um abscesso no olho esquerdo – pelo qual foi isento do serviço militar – o qual resultou numa infecção que iria progressivamente prejudicar sua visão. No curso dos anos seu estado de saúde foi se agravando. Em 1906 a paralisia dos membros inferiores obrigava-o a andar com duas bengalas. Nem por isso abandonou as conferências na França e no exterior, sempre divulgando as idéias espíritas. No período da 1a guerra (1914/18) a saúde de Delanne piorou ainda mais. Cada movimento era um grande sofrimento e ainda por cima ficou cego. Em 1918 já não conseguia mais andar sendo necessário o uso de cadeira de rodas. Não obstante todo esse sofrimento físico continuou produzindo incessantemente, retirado na vila de Montmorency onde Jean Myer lhe havia dado asilo.

Sua morte se deu em 15 de fevereiro de 1926, aos 69 anos de idade. Sua sepultura se encontra no famoso cemitério parisiense de Pere Lachaise.
Contribuições ao Espiritismo

Como já dito Gabriel Delanne marcou a transição e a continuação da obra de Kardec. Defensor ferrenho do caráter cientifico da Doutrina Espírita dedicou a maior parte de seus esforços na luta por consolidar o Espiritismo como uma ciência estabelecida e complementar às outras. Foi presidente da União Espírita Francesa, presidente da Sociedade de Estudos dos Fenômenos Psíquicos, fundador e diretor da Revista Cientifica e Moral de Espiritismo. Escritor de grande talento dentre suas principais obras destacam-se:
O Espiritismo Perante a Ciência,          O Fenômeno Espírita,          A Evolução Anímica,
          
A Reencarnação,          A Alma é Imortal,          Katie King,          As Materializações da Vila Carmen
Marcam suas obras a defesa ferrenha dos conceitos espíritas e o combate ao materialismo. Utilizando o método racional empregado na época, faz uso de casos e observações para comprovar suas hipóteses.

Apesar de aceitar a revelação dos espíritos, sempre procurou a comprovação através dos fatos.
No meu entender sua maior contribuição ao Espiritismo foi a tese do Perispírito.

Se o conceito do Perispírito havia sido introduzido por Allan Kardec, foi Delanne quem o definiu, estudou e atribuiu diversas funções na economia corporal e espiritual.

Vitalista atribui ao perispírito a resposta às questões pendentes de sua época:
Como explicar a vida?
Por que se morre?
Como a estabilidade orgânica é mantida frente a renovação celular constante?
Como explicar a ação inteligente da alma sobre o corpo?
Onde se localiza a memória?
Como se dá a evolução anímica?
Para todas essas questões Delanne ofereceu como resposta a existência do Perispírito, suas características e funções.

Além disso, desenvolveu brilhante explicação acerca dos fenômenos espíritas, novamente utilizando o Perispírito como peça central, sempre ressaltando que o Espiritismo não tinha nada de sobrenatural e se calcava em bases naturais, ou seja, na existência desse corpo físico, porém etéreo, ponte entre a alma e o corpo físico.

Introduziu também com muita força a noção do fluido vital. Finalmente atribuiu ao Perispírito a sede da memória, estabelecendo assim uma ligação entre a reencarnação e a evolução anímica.

De certa forma todo o desenvolvimento científico tentado por diversos autores espíritas, como André Luiz e Hernani G. Andrade, baseiam-se nos postulados de Delanne. É mister admitir que o progresso da ciência demonstrou que várias hipóteses de Delanne estão incorretas, porem é notável o esforço feito por ele para colocar o Espiritismo par a par com a ciência, não só pelo método empregado, mas pela busca constante de fatos que comprovem suas proposições.

A leitura de suas obras mostra um Delanne apaixonado, convencido da força das idéias espíritas e mais que tudo consciente do impacto moral das mesmas, como nos atesta o seguinte trecho da conclusão de sua obra "A Evolução Anímica" (Delanne, Gabriel – 6a Edição; Ed. FEB – pág. 252):

“Com a certeza das vidas sucessivas e da responsabilidade dos nossos atos, muitos problemas revelar-se-ão sob novos prismas”. As lutas sociais, que atingem, nesta nossa época, um caráter de aguda aspereza, poderão ser suavizadas pela convicção de não ser a existência planetária mais que um momento transitório no curso de uma eterna evolução.

Com menos orgulho nas camadas altas e menos inveja nas baixas, surgirá uma solidariedade efetiva, em contacto com estas doutrinas consoladoras, e talvez possamos ver desaparecer da face da Terra às lutas fratricidas, ineptos frutos da ignorância, a se dissiparem diante dos ensinamentos de amor e fraternidade, que são a coroa radiosa do Espiritismo.”.

Por toda sua dedicação a idéia espírita, na defesa do aspecto científico do Espiritismo e por seu humanismo Gabriel Delanne merece lugar de destaque entre os pensadores que contribuíram para a evolução da idéia espírita no século XX.

domingo, 25 de agosto de 2013


O FILHO PRÓDIGO

Todos conhecem a parábola do filho pródigo.

Sendo assim não há necessidade de contá-la por completo.

Mas, uma coisa podemos afirmar: não foi a saudade que conduziu de volta o filho pródigo.

E se houvesse saudade não seria dos familiares, e sim do conforto e do pão farto.

Voltou, pois estava sofrendo, esbanjou a fortuna que o Pai lhe dera, a desilusão das falsas amizades, a solidão e a miséria.

Mais, mesmo assim, o pai generoso o acolheu, sem nada perguntar e sem recriminar.

O Divino Pai, infinitamente generoso, tampouco nos questiona os motivos que nos leva a procurá-lo e jamais nos condena.

E isso muito nos beneficia, porque a maioria de nós somente buscou o bem e a espiritualidade quanto estamos sofrendo e saturados do mal e do ódio que criamos que nos faz permanecemos longe de Deus.

E poderíamos nos poupar de todo esse sofrimento através de uma vivência evangélica, mais cedo iniciada.

Então percebemos que melhor estaríamos junto do Mestre e em ligação com o Pai.

E conscientes desta descoberta, iniciamos a longa e penosa jornada evolutiva, não mais avançando automaticamente, e mais consciente procuramos a nossa iluminação esforçando-nos em moldar nossa vida de acordo com seus preceitos divinos

Rogamos ao Divino Pai suas benções para a humanidade, e para nós, legião de filhos pródigos sofredores, necessitados de proteção e esclarecimento, renovação e fraternidade.

Fonte: Comentários Evangélicos de Bezerra de Menezes.

Por Jair Almendros

segunda-feira, 29 de julho de 2013



Poema de Gratidão - Amélia Rodrigues 

Psicografia de Divaldo Pereira Franco

Muito obrigado Senhor!
Muito obrigado pelo que me deste.
Muito obrigado pelo que me dás.

Amélia Rodrigues


Obrigado pelo pão, pela vida, pelo ar, pela paz.
Muito obrigado pela beleza que os meus olhos 
vêem no altar da natureza.
Olhos que fitam o céu, a terra e o mar 
Que acompanham a ave ligeira que corre fagueira pelo céu de anil
E se detém na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil.

Muito obrigado Senhor!
Porque eu posso ver meu amor.
Mas diante da minha visão
Eu detecto cegos guiando na escuridão
que tropeçam na multidão
que choram na solidão.

Por eles eu oro e a ti imploro comiseração
porque eu sei que depois desta lida, na outra vida, eles também enxergarão!

Muito obrigado Senhor!
Pelos ouvidos meus que me foram dados por Deus.
Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro
A melodia do vento nos ramos do olmeiro
As lágrimas que vertem os olhos do mundo inteiro!

Ouvidos que ouvem a música do povo que desce do morro na praça a cantar.
A melodia dos imortais, que se houve uma vez e ninguém a esquece nunca mais!
A voz melodiosa, canora, melancólica do boiadeiro.
E a dor que geme e que chora no coração do mundo inteiro!

Pela minha alegria de ouvir, pelos surdos, eu te quero pedir
Porque eu sei
Que depois desta dor, no teu reino de amor, voltarão a sentir!

Obrigado pela minha voz
Mas também pela sua voz
Pela voz que canta
Que ama, que ensina, que alfabetiza,
Que trauteia uma canção
E que o Teu nome profere com sentida emoção!

Diante da minha melodia
Eu quero rogar pelos que sofrem de afazia.
Eles não cantam de noite, eles não falam de dia.
Oro por eles
Porque eu sei, que depois desta prova, na vida nova
Eles cantarão!

Obrigado Senhor!
Pelas minhas mãos
Mas também pelas mãos que aram
Que semeiam, que agasalham.
Mãos de ternura que libertam da amargura
Mãos que apertam mãos
De caridade, de solidariedade
Mãos dos adeuses
Que ficam feridas
Que enxugam lágrimas e dores sofridas!

Pelas mãos de sinfonias, de poesias, de cirurgias, de psicografias!
Pelas mãos que atendem a velhice
A dor
O desamor!

Pelas mãos que no seio embalam o corpo de um filho alheio sem receio!
E pelos pés que me levam a andar, sem reclamar!

Obrigado Senhor!
Porque me posso movimentar.
Diante do meu corpo perfeito
Eu te quero rogar
Porque eu vejo na Terra
Aleijados, amputados, decepados, paralisados, que se não podem movimentar.
Eu oro por eles
Porque eu sei, que depois desta expiação
Na outra reencarnação
Eles também bailarão!

Obrigado por fim, pelo meu Lar.
É tão maravilhoso ter um lar!
Não é importante se este Lar é uma mansão, se é uma favela, 
uma tapera, um ninho, um grabato de dor, um bangalô, uma casa do caminho ou seja lá o que for.

Que dentro dele, exista a figura
do amor de mãe, ou de pai
De mulher ou de marido
De filho ou de irmão
A presença de um amigo
A companhia de um cão
Alguém que nos dê a mão!

Mas se eu a ninguém tiver para me amar
Nem um teto para me agasalhar,
nem uma cama para me deitar
Nem aí reclamarei.
Pelo contrário, eu te direi
Obrigado Senhor!
Porque eu nasci!
Obrigado porque creio em ti
Pelo teu amor, obrigado senhor!"



quarta-feira, 10 de julho de 2013


Será lícito abreviar a vida de um doente que sofra sem esperança de cura? 


28. Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim?

Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até à borda do fosso, para dai o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar idéias diversas das que tinha?

Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões?

Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! 

Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.

O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. 

Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro. - S. Luís. (Paris, 1860).

Por Eliana Ivano

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Biografia Espírita



Hernani Guimarães Andrade
1913 - 2003
O Maior Pesquisador Espírita da Atualidade

Hernani Guimarães Andrade (Araguari, 31 de maio de 1913 — Bauru, 25 de abril de 2003) foi um pesquisador espírita brasileiro.

Fundador do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP), procurou demonstrar cientificamente a existência dos fenômenos paranormais, da reencarnação, da obsessão espiritual e da transcomunicação instrumental, além de ter realizado pesquisas laboratoriais para detectar o que denominou como Campo Biomagnético (CBM) ou Modelo Organizador Biológico (MOB).

Hernani Guimarães Andrade é hoje uma unanimidade. Na área da Parapsicologia, Psicobiofísica, transcomunicação instrumental (TCI, comunicação com mentes extra-corpóreas através de aparelhos eletrônicos), é provavelmente o autor mais citado no Brasil e exterior.

Mas nem sempre foi assim. Se hoje Hernani goza de tanto prestígio, no início de sua trajetória como pesquisador, parapsicólogo e escritor, amargou preconceitos, principalmente no movimento espírita.

Sua coluna na Folha Espírita, Espiritismo e Ciência, atualmente assinada por Karl Goldstein, um de seus pseudônimos, veio demonstrar que os principios espíritas foram muito bem assimilados pelo engenheiro Hernani. Seu livro inicial se constituiu num projeto básico, projeto síntese de suas obras posteriores, hoje consagradas tanto no meio espírita como no ambiente dos parapsicólogos do mundo inteiro.

Quando aparecia na TV, era apresentado como parapsicólogo, presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas (IBPP), mas nunca como espírita. No movimento espírita, sua obra foi por muitos anos ignorada, apenas conhecida e aceita por poucos estudiosos.

Sua coluna na Folha Espírita, suas pesquisas inéditas no campo da parapsicologia e seus livros mudaram radicalmente esse cenário, conduzindo-o a uma condição que nenhum outro pesquisador parapsicológico conseguiu conquistar, ao menos no Brasil. Manteve contato com o fundador da Parapsicologia, Joseph Banks Rhine e é hoje uma referência mundial na área da reencarnação, TCI e poltergeist. Foi o introdutor no País do estudo da TCI. Atuou como consultor inclusive no meio acadêmico na assessoria a mestrandos com teses acadêmicas e temáticas relacionadas à parapsicologia e ao Espiritismo. Através de intercâmbio firmado entre a USP e o IBPP em 1997, Hernani ajudou a formar a primeira turma de Pós-Graduação do Grupo de Pesquisas Psicobiofísicas da USP, em lato sensu, no campo da Integração Cérebro-Mente-Corpo-Espírito.

Criou o termo parapirogenia para designar os fenômenos de combustão espontânea. A exemplo de Ian Stevenson e do indiano Banerjee, pesquisou dezenas de casos que sugerem reencarnação. Lançado pela editora Pensamento, Reencarnação no Brasil tornou-se um clássico do gênero.

Desenvolveu a teoria do MOB, modelo organizador biológico, uma das teses mais articuladas e fundamentadas que surgiu no movimento espírita, um desdobramento do conceito de perispírito (envoltório do Espírito) elaborada por Allan Kardec no século XIX.

Hernani não poderia ficar de fora de qualquer listagem na eleição de grandes espíritas e pesquisadores do século. Sua contribuição inestimável para o progresso do Espiritismo e da cultura lhe conferem tranquilamente a condição de o maior pesquisador espírita da atualidade.

Principais obras: Teoria Corpuscular do Espírito; Parapsicologia Experimental; Psi Quântico; Morte, Renascimento, Evolução; Espírito, Perispírito e Alma; Reencarnação no Brasil; Transcomunicação Instrumental; e A Morte - Uma Luz no Fim do Túnel.


Por Armando Leite

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Feliz Dia dos Namorados


“CONHECEREIS A VERDADE E ELA VOS LIBERTARÁ”.

A busca de respostas para os mistérios da vida faz parte da história da humanidade.
Existe aquela lenda, que relata que a verdade é um espelho que caiu do alto transformando-se em inúmeros pedacinhos e que cada ser tem apenas uma visão parcial da verdade, de acordo com o caco do espelho que conseguiu achar.

Realmente, a nossa percepção da verdade é limitada.

Para tentar explicar essa limitação podemos levantar alguns fatores:

- temos diferentes histórias de vida, sejamos espíritos encarnados ou desencarnados;
- sofremos influências positivas ou negativas, provenientes do meio em que vivemos;
- temos dificuldade de acessar nosso potencial divino, devido às nossas imperfeições.
Cada um de nós está em um diferente momento histórico, ou seja mais ou menos evoluído, intelectualmente e moralmente.

Mas as afirmações enfáticas do nosso Mestre Jesus nos enchem de esperança:

“Vós sois deuses!”, “Conhecereis a verdade e ela vos libertará!”.

De que forma somos deuses? –perguntamos nós. Não seria pelo potencial divino que existe em nós e que temos condições de acessar quando quisermos?

Qual a verdade que vai nos libertar?

A resposta não será a essência do amor que reside em nós? Amor  que nos dá a iluminação interior para entendermos a verdade?

Comumente chamamos os espíritos evoluídos de “espíritos de luz” Quanto mais evoluem mais se iluminam com o poder do amor e da sabedoria.

Lembremos as sábias palavras de Herculano Pires  “não fomos criados do barro da terra, mas da luz das estrelas”.

Busquemos a nossa luz!


Vera Lúcia dos Santos Nuzzi

segunda-feira, 10 de junho de 2013



Lei de Reprodução



Por Cesar e Sabrina Couto


A reprodução dos seres vivos é uma lei da natureza.
A população nunca será excessiva na Terra mesmo seguindo a progressão crescente que vemos Deus a isso provê e mantém sempre o equilíbrio, não faz nada inútil; o homem que vê apenas um canto do quadro da natureza não pode julgar a harmonia do conjunto.
Há raças humanas que diminuem; chegará um momento em que desaparecerão da face da Terra, mas outras tomaram seu lugar, como outras tomarão o da vossa um dia.
Os homens atuais são os mesmos Espíritos que vieram para se aperfeiçoar em novos corpos, mas que ainda estão longe da perfeição. Assim, a raça humana atual, pelo seu crescimento, tende a expandir-se sobre toda a Terra e substituir as raças que se extinguem, terá seu período de decrescimento e desaparecerá. Outras raças mais aperfeiçoadas a substituirão, descendendo da raça atual, como os homens civilizados de hoje descendem dos seres brutos e selvagens dos tempos primitivos.
A origem das raças se perde no tempo; como todas pertencem à grande família humana, qualquer que seja a fonte primitiva de cada uma, elas puderam se juntar entre si e produzir tipos novos.
A característica distintiva e dominante das raças primitivas é o desenvolvimento da força bruta em vez da intelectual. Atualmente ocorre o contrário: o homem faz mais pela inteligência do que pela força do corpo e, entretanto, faz cem vezes mais, porque soube aproveitar as forças da natureza, o que os animais não conseguem fazer.
Deve-se fazer tudo para chegar à perfeição, e o próprio homem é um instrumento nas mãos de Deus, do qual Ele se serve para que tudo à sua volta atinja os objetivos aos quais se destina. A perfeição, sendo o objetivo para o qual tende a natureza, é de Deus favorecer essa perfeição.
As leis e costumes humanos que criam obstáculos à reprodução são contrários à lei da natureza.
Entretanto, há espécies de seres vivos, animais e plantas cuja reprodução indefinida seria prejudicial a outras espécies e o próprio homem se tornaria uma vítima, o comete um ato repreensível ao impedir essa reprodução?
Deus deu ao homem, sobre todos os seres vivos, um poder que deve usar para o bem, mas do qual não deve abusar. Pode-se regular a reprodução conforme as necessidades, mas do qual não deve dificultá-la sem razão. A ação inteligente do homem é um contrapeso estabelecido por Deus para equilibrar as forças da natureza, e é isso ainda que o distingue dos animais, porque o faz com conhecimento de causa. Mas os próprios animais também concorrem para esse equilíbrio, porque o instinto de destruição que lhes foi dado faz com que, ao terem de prover sua própria conservação, detenham o desenvolvimento excessivo e talvez perigoso das espécies animais e vegetais de que se nutrem.
O controle da natalidade para impedir a reprodução e satisfazer a sensualidade é a predominância do corpo sobre a alma e de que o homem está materializado.

Casamento e celibato

O casamento, ou a união permanente de dois seres, é um progresso na marcha da humanidade.
A abolição do casamento para a sociedade humana seria o retorno à vida animal.
A ideia de que o casamento não pode ser absolutamente dissolvido está na lei humana que é muito contrária à lei natural. Mas os homens podem mudar suas leis; as da natureza são as únicas imutáveis.
O celibato voluntário não é meritório aos olhos de Deus, e os que vivem assim por egoísmo desagradam a Deus e enganam a todos.
O celibato é para algumas pessoas um sacrifício com a finalidade de se devotar mais inteiramente ao serviço da humanidade. Todo sacrifício pessoal é meritório quando é para o bem; quanto maior o sacrifício, maior o mérito.
A igualdade numérica aproximada que existe entre homens e mulheres é um indício da proporção em que se devam unir.
A poligamia é uma lei humana cuja abolição marca um progresso social. O casamento, conforme o desígnio de Deus deve estar fundado na afeição dos seres que se unem. Com a poligamia não há afeição real: há apenas sensualidade.

sexta-feira, 7 de junho de 2013


Biografia Espírita é nossa nova coluna aqui no blog do CEJA (Centro Espírita Joanna de Ângelis).

Aqui divulgaremos a biografia de grandes nomes do Movimento Espírita do Brasil e do mundo.
E a função desta, é levar ao conhecimento de todos, estes trabalhadores da seara de Jesus que abriram mão de suas próprias vidas em função do amor ao próximo!

E para começarmos, Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, espírito de escol que dedicou sua vida a ajuda dos necessitados, chegando a ser considerado como Apóstolo do Espiritismo no Brasil!

Boa leitura!
Por Armando Leite
RESUMO BIOGRÁFICO

O Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu no dia 29 de Agosto de 1831, em Riacho do Sangue, no Ceará, descendente de antiga família das primeiras que vieram do Sul povoar aquele Estado.

Em 1838, entrou para a escola pública da Vila do Frade. Diplomou-se, em 1856, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. No dia 6 de novembro de 1858, casou-se com Dª Maria Cândida de Lacerda, que faleceu em 24 de março de 1863, deixando-lhe dois filhos (um de 3 anos e outro de 1 ano).

Conheceu o espiritismo em 1875 e, em 16 de Agosto de 1886, diante de um público extraordinário, proclamou a sua adesão ao Espiritismo.

A partir daí, toda sua existência foi totalmente dedicada à causa de Cristo, sendo considerado o médico dos pobres e o apóstolo da caridade devido à sua dedicação a causa de Cristo, pelo amor que dedicava ao próximo.

Foi vereador e deputado pelo Rio de Janeiro, além de presidente da FEB, Federação Espírita Brasileira, onde conseguiu aglutinar o movimento espírita.

Em 11 de abril de 1900, às onze horas e meia, desencarnava, no Rio de Janeiro, o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti, o inolvidável Apóstolo do Espiritismo no Brasil.

 
A biografia do Dr. Bezerra de Menezes e muito extensa e pode ser facilmente encontrada na net, aqui colocamos apenas um resumo para ajudar na leitura, caso queira, sugerimos que faça uma pesquisa mais detalhada.
 
Muito obrigado a todos!

sexta-feira, 24 de maio de 2013


ESPIRITISMO EM SEU TRÍPLICE ASPECTO 



Vera Lúcia dos Santos Nuzzi
 
Quem estuda o Espiritismo sabe que seu início aconteceu com as pesquisas de Denizart Hippolyte Léon Rivail, intelectual francês, do século XIX que, como já tinha vários livros editados sobre aritmética, pedagogia, geometria e língua francesa, livros estes adotados pela Universidade de França, preferiu usar o pseudônimo de Alan Kardec, para a edição dos livros que relatavam o resultado de suas pesquisas sobre o fenômeno mediúnico, codificando, então, o Espiritismo.

Convidado a conhecer o fenômeno percebeu, pela evidência dos fatos, serem algo digno de estudo e pesquisa. Foi o que fez utilizando-se do método experimental, observando, pesquisando e conseqüentemente, chegando a uma teoria baseada nos fatos.

Temos então que o Espiritismo teve o seu início como ciência.

O Livro dos Médiuns, editado em 1861, foi elaborado através dos resultados de suas pesquisas e é um compêndio sobre a mediunidade.

O Livro dos Espíritos, editado em 1857 nos traz a Filosofia Espírita, ensinando-nos sobre o porquê da vida física, sobre a esfera espiritual e sobre as conseqüências do nosso modo de ser.

O Evangelho Segundo o Espiritismo, editado em 1864, faz um apanhado dos principais ensinamentos deixados por Jesus Cristo, com interpretações dadas pela espiritualidade.

Resumindo, o Espiritismo teve seu início como ciência, através das pesquisas de Kardec sobre os fenômenos mediúnicos. Pesquisas estas que ensejaram a codificação da Doutrina Espírita juntamente com o reavivamento dos ensinamentos dos primitivos cristãos, trazendo-nos a oportunidade de conhecer e praticar as orientações do Cristo sobre como conquistar a paz interior. Uma religião livre, pois depende da nossa autoconsciência.

segunda-feira, 20 de maio de 2013



A ESPIRITUALIDADE PRESENTE

Por Gislene Xavier

Queridos confrades, sob a Luz da nossa magnânima mentora Joanna de Angêlis, estamos aqui mais uma vez com grande alegria, para compartilhar dos nossos conhecimentos.
Nossa pauta hoje fica em torno do Programa Espiritismo e Evolução, gravado ao vivo na nossa Casa Espírita, dia 28 de abril de 2013.
Procuramos levar um Tema que pudesse interagir com o nosso público, o tema foi Autoestima, e para nossa alegria, fomos brindados com a valiosíssima participação dos presentes.
Além disso, tivemos a brilhante apresentação do Coral do Centro Espírita Padre Zabeu, sob a direção do Regente Ricardo e a participação da cantora Inês, que nos proporcionaram uma harmonização magnífica, podíamos sentir os fluídos benfazejos a pairar sobre nós.  Realmente uma noite digna de comemoração a mais um ano de existência do nosso Centro Espírita.
Bem, terminado a gravação do Programa, novamente apresentação musical, passes coletivos, sorteio de livros, CDs, DVDs, uma verdadeira festa a todos os presentes, assim finalizamos o mês de aniversário do Centro Espírita Joanna de Angêlis.
Engano havia ainda uma surpresa a nos esperar. Uma das participantes do evento tirou várias fotos durante o desenrolar da sessão, e mal pudemos conter nossa emoção ao chegar aos nossos olhos às fotos.  A confirmação do caminho do bem, o fortalecimento da fé, o incentivo a novos desafios....
Compartilhamos com vocês esta foto para que cada um possa tirar suas próprias conclusões.
Um grande e fraternal abraço e até a próxima oportunidade.


 

A lei do trabalho



Por Cesar e Sabrina Couto


O trabalho é uma lei natural, por isso mesmo é uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque aumenta suas necessidades e prazeres.

O Espírito também trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.

É uma consequência de sua natureza corporal. É uma expiação e ao mesmo tempo um meio de aperfeiçoar sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria na infância da inteligência; por isso deve seu sustento, segurança e bem-estar apenas ao seu trabalho e à sua atividade. Àquele que tem o corpo muito fraco, Deus deu a inteligência como compensação; mas é sempre um trabalho.

Tudo trabalha na natureza; os animais trabalham como vós, mas seu trabalho, como sua inteligência, é limitado ao cuidado de sua conservação. Eis por que entre eles o trabalho não gera o progresso, enquanto entre os homens há um duplo objetivo: a conservação do corpo e o desenvolvimento do pensamento, que é também uma necessidade que o eleva acima de si mesmo. Quando dizemos que o trabalho dos animais é limitado ao cuidado de sua conservação, referimo-nos ao objetivo a que se propõem a trabalhar; mas, inconscientemente, ao prover suas necessidades materiais, se constituem em agentes dos desígnios do Criador, e seu trabalho não concorre menos para o objetivo final da natureza, se bem que muitas vezes não percebeis o resultado de imediato.

Nos mundos mais aperfeiçoados a natureza do trabalho é relativa à natureza das necessidades. Quanto menos as necessidades são materiais, menos o trabalho é material; mas não deveis crer, por isso, que o homem fica inativo e inútil: a ociosidade seria um suplício, em vez de ser um benefício.

Se o homem a quem Deus distribuiu bens suficientes não está obrigado a se sustentar com o suor de seu rosto, a obrigação de ser útil a seus semelhantes é tanto maior quanto as oportunidades que surjam para fazer o bem, com o adiantamento que Deus lhe fez em bens materiais

Os  filhos tem que trabalhar por seus pais do mesmo modo que os pais devem trabalhar por seus filhos; é por isso que Deus fez do amor filial e do amor paternal um sentimento natural para que, por essa afeição recíproca, os membros de uma mesma família fossem levados a se ajudarem mutuamente, o que é frequentemente esquecido em vossa sociedade atual.

O repouso repara as forças do corpo e é também necessário para dar um pouco mais de liberdade à inteligência, para que se eleve acima da matéria.

O trabalho tem um limite, o  limite das forças  como quando chega a velhice.


Por Eliana Ivano

SABEMOS QUE OS ESPÍRITOS NÃO POSSUEM SEXO, COMO NA TERRA. PARA QUE, ENTÃO, REENCARNAMOS ORA NUM COMO NOUTRO SEXO?

"Não possuindo sexo, conforme os padrões da morfologia humana, os Espíritos reencarnam ora num como noutro tipo de comportamento, masculino ou feminino, adquirindo experiências que
dizem respeito, especificamente, a um e a outro gênero de vida.

As aquisições num como noutro sexo dão ao Espírito conhecimentos completos das vivências numa como em outra forma, preparando-o para libertar-se das complexidades decorrentes da
sua morfologia terrena, já que o amor nas Esferas Elevadas se expressa diferentemente, mais pela afitinidades afetivas, identidades de gostos, companheirismos e ideiais santificados, do que
pelos arrazoados das sensações e emoções que acompanham o sexo durante as manifestações carnais."

(No limiar do infinito, 1a. edição, p. 72)

sábado, 11 de maio de 2013


CARTA ÀS MÃES


Por Francisco Cândido Xavier / Casimiro Cunha

Minha irmã, se Deus te deu
A luz da maternidade,
Deu-te a tarefa divina
Da renúncia e da bondade.

Busca imitar no caminho
A Rosa de Nazaré,
Irradiando o perfume
De amor, de humildade e fé.

Lembra sempre em tua estrada
Que a paz de tua missão
É feita dessa ternura
Que nasce do coração.

Recorda que está contido
A missão de renovar,
De corrigir perdoando,
De esclarecer e ensinar.

Nos teus exemplos repousa
A esperança do Senhor,
Que há de salvar este mundo
Por meio de teu amor.


A SAÚDE MAIS SAUDÁVEL

Por Neuza Sona

Na visão da Homeopatia, toda doença vem como um desequilíbrio da energia vital.

Se a pessoa tem uma alteração orgânica, essa doença tem a ver com algum processo de aprendizado, precisa aprender e exercer o discernimento.

Toda doença é um processo de aprendizado. E, como um recado, a alma usa o corpo como uma lousa, onde imprime aquilo que está precisando.

O corpo é o local de comunicação da alma e a doença é a linguagem da necessidade de mudança que a alma pede. A dica é “abrir os olhos” da alma para compreender melhor essa linguagem.

quinta-feira, 9 de maio de 2013


COMO ENTENDER A AFIRMATIVA: “SOMOS TODOS MÉDIUNS”?


Por Elia Ivano

A mediunidade, extraídas as superstições dos vãos e retiradas as informações do sincretismo religioso negativo, é faculdade paranormal com que te provê a Divindade para a conquista de inexcedíveis valores.

Não tergiverses quanto ao aprimorá-la.

Medita:
Os pais são médiuns da vida;
O operário é o médium da obra que executa;
O oleiro é médium da forma;
O agricultor é médium da abundância do solo;
O escriba é médium das letras;
O orador edificante é médium das alocuções formosas...

Mediunidade espírita, porém, é a que faculta o intercâmbio consciente, responsável, entre o mundo físico e o espiritual, facultando a sublimação das provas pela superação da dor e pela renúncia às paixões, ao mesmo tempo, abrindo à criatura os horizontes luminosos para a libertação total, mediante o serviço aos companheiros do caminho humano, gerando amor com os instrumentos da caridade redentora de que ninguém pode prescindir.

(Oferenda, 3ª. Edição, p. 130/131)

Olá amigos e amigas do blog CEJA!


Por Claudio Palermo

Hoje quero abordar o aspecto A "Tentação" de Jesus que Kardec aborda na Gênese.
Muitos Espíritas ainda tem uma visão equivocada sobre o assunto, chegam até a afirmar que isto de fato ocorreu.

Um Espírito como o Cristo, de uma Hierarquia Cósmica jamais poderia ser tentado por uma figura do mal, isto é muito provável para nós encarnados neste planeta!

Jesus é o co-criador deste mundo, trouxe para cá todos os Espíritos que aqui estão encarnados e desencarnados, sabe de tudo o que acontece nesta dimensão e em outras, e jamais se deixaria tentar.
Outra questão: uma entidade negativa jamais se aproximaria da Luz, a não ser que a Luz se dirija até ela.

Como está na Gênese , esta passagem é simbólica!

 "A tentação de Jesus, portanto, é uma figura, e seria preciso ser cego para tomá-la ao pé da letra. Como quereríeis que o Messias, o Verbo de Deus encarnado, estivesse submetido por um tempo, tão curto que fosse, às sugestões do demônio"(1).

Estudemos mais este livro fantástico!

Obs: (1) A Gênese, Cap. XV, nº 53;